
Era uma senhora de idade. Diziam que estava louca,
Por nunca sair de casa. Não tinha filhos, nem parentes distantes.
Por anos não sabia o que era passear pelo jardim da praça mais próxima
De sua casa. Mas conheceu o amor. E seus males. Conheceu a morte,
E a solidão que vinha ao lado dela. Quando morreu, foi preciso dias
Para notar o mau cheiro causado pela decomposição. Mas ao abrir a casa,
Perceberam que não era louca. Era apenas uma pessoa amarga. Que
Pintava quadros em preto e branco.